Criação de “Fundo verde”
deve ajudar desenvolvimento sustentável do planeta
Valmir Moratelli
Ideia foi defendida no ciclo de
Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, evento da Rio+20
Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras. Este foi o tema de um dos debates promovidos dentro da programação de “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável’, evento da Rio+20 onde especialistas debatem temas ligados à sustentabilidade, na tarde deste sábado (16), no Riocentro.
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A argentina Marcela Benítez, da Responde Association, abriu a discussão falando sobre uma possível reforma tributária visando a promover o desenvolvimento sustentável. “Temos que dividir os beneficios e ganhos. A população precisa de maior conscientização ambiental. A pobreza dificulta isso. A reforma trtibutária poderia mudar parte desta realidade”, disse.
Em seguida, o alemão Caio Koch-Weser, presidente do Deutsche Bank Group, alertou que o mundo passa por uma necessidade de mudança de paradigmas para uma economia verde. A inglesa Kate Raworth, da Oxfam, defendeu então uma tributação sobre combustíveis poluentes. “Temos que tributar todos os combustíveis fósseis, ao invés de subsidiá-los. Com o dinheiro arrecadado, investir em novos paradigmasenergéticos”, disse.
Para o professor americano Jeffrey Sachs, da Columbia University, a Rio92 deixou três importantes legados: o tratado da defesa da biodiversidade, combate à desertificação e às mudanças climáticas. “Nenhuma delas, porém, alcançaram pontos importantes. Esses tratatos já não são importantes no mundo atual”, disse.
Todos foram enfáticos ao defender a criação de um fundo verde mundial, a partir da taxação financeira internacional, a fim de promover o desenvolvimento sustentável das nações. Após o debate, o público credenciado presente pôde votar entre dez propostas a serem levadas aos chefes de Estado na próxima semana. Além do fundo verde, foi defendida a promoção de reformas fiscais de proteção ambiental que beneficiem os mais pobres.